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Reflexões do cotidiano

Quatro textos escritos pelos psicólogos da DM Psicologia e Saúde, clínica de psicologia em Fortaleza, sobre perguntas que aparecem em qualquer semana comum — e que quase nunca encontram tempo para serem examinadas.

4 textos 12 min de leitura Leia na ordem que quiser

Quatro textos sobre aquilo que a rotina não deixa examinar.

Reflexões do Cotidiano reúne escritos dos psicólogos da DM Psicologia e Saúde sobre experiências que atravessam qualquer semana comum: a dúvida que antecede uma decisão, a cobrança que não encontra encerramento, a dor que os exames não localizam, o descanso que chega acompanhado de culpa.

Não são orientações nem respostas fechadas. São perguntas colocadas com cuidado, do modo como aparecem dentro de uma sessão. Cada texto abre onde você quiser, na ordem que preferir, quando houver tempo.

Certezadesejo boas dúvidas para as suas certezas

Sobre o medo de decidir, a busca por controle e a relação entre incerteza e ansiedade.

“Há perguntas que precisam de uma resposta. Outras precisam apenas de tempo. O problema é que nem sempre sabemos diferenciar uma da outra.”

Existe uma pergunta que atravessa boa parte da nossa vida sem que percebamos. E não estou falando de “de onde vim? pra onde vou?”, “qual o sentido da vida?”, “o que há depois da morte?”... estas são ótimas perguntas, mas a pergunta que estou me referindo pertence a um estado anterior, menos ontológico, menos existencial, menos metafísico.

“E se der errado?”, “e se?” (Talvez nenhuma outra combinação de palavras tenha produzido tanta ansiedade quanto esta “e se?”)

Costuma aparecer antes de uma entrevista de emprego, de uma mudança de cidade, do início de um relacionamento, da vontade de pôr fim a uma relação, da escolha de uma profissão, de uma conversa difícil ou de uma decisão importante. Pode ser considerada “prudência”, mas será?

Ou será que, muitas vezes, estamos tentando transformar a vida em um lugar onde nada possa nos surpreender? Onde não podemos nos arrepender?

Época curiosa essa nossa... a gente sai de casa e olhamos a previsão do tempo, acompanhamos o trânsito, avaliamos restaurantes, lemos opiniões sobre qualquer produto e encontramos respostas para quase tudo, sempre na tentativa de escapar do erro, tentando sempre buscar a “melhor escolha”.

Não parece estranho que isso tudo gere uma ideia de que toda pergunta PRECISA de uma resposta. O problema é que a vida não funciona como um mecanismo de busca, e além disso, o mecanismo de busca também não é suficientemente preciso com as respostas, não é mesmo?

(E o mundo tá aí para constatar isso. Previsão de sol, mas há chuva. Trânsito com fluxo fluido, mas constata-se engarrafamento. Boa indicação de cosmético, mas com você gera alergia. Bons comentários na hospedagem, mas percebe que são comentários comprados/manipulados)

Há perguntas que nenhum aplicativo consegue responder. Imagine como seria bom saber, antes de decidir, que tudo dará certo. Escolher uma profissão sem medo, começar um relacionamento sabendo exatamente como ele terminará, investir dinheiro sabendo do rendimento sem risco, ter filhos com garantia de que nunca sofrerão, ninguém recusaria essa possibilidade. O curioso é que, mesmo sabendo que ela não existe, continuamos procurando por ela.

Uma mudança interessante nesta perspectiva seria a de “melhor escolha” para “sua escolha”. Perceba que nesta nova perspectiva há uma pessoalidade, há VOCÊ, e desta forma não há um OUTRO que possa tomar a decisão no seu lugar.

Incluindo o “EU” na equação, notamos que não há maneira de tomar as decisões, resolver os problemas, sem se colocar no jogo, sem assumir a sua devida responsabilidade.

A ansiedade faz uma promessa muito sedutora: “Só decida quando tiver certeza.” O problema é que a vida responde de outro modo: “A certeza quase sempre chega depois da decisão.” Talvez exista uma relação muito próxima entre ansiedade e controle, quanto maior a incerteza, maior parece ser nossa necessidade de prever. Tentamos imaginar todas as possibilidades.

É uma tentativa compreensível. Mas aí existe um paradoxo, quanto mais tentamos controlar o futuro, mais percebemos o quanto ele escapa ao nosso controle. E nesta busca, acabamos alimentando ainda mais a ansiedade.

Nem tudo o que é importante pode ser previsto, e alguns erros são muito importantes para nossa vida. Afinal de contas, nem só de acertos e sucessos tecemos nossa existência. Poder errar é abrir espaço para a evolução, para a melhora, para a mudança, para o arrependimento, para a descoberta. É da experiência de ter conhecidos vários caminhos que podemos distinguir, para nós, qual o melhor caminho. É errando que se constrói certezas.

Penso que exista uma diferença entre quem busca certezas e quem busca experiência.

O primeiro tenta evitar qualquer possibilidade de erro, o segundo sabe que algumas respostas só aparecem depois que a vida já aconteceu. É curioso, queremos acertar antes de viver, mas quase tudo o que sabemos sobre nós mesmos nasceu justamente dos lugares onde um dia erramos.

Certezas são estáticas, e dúvidas nos põe a pensar. Por isso que desejo boas dúvidas para as suas certezas.

3 min de leitura

Cobrançaquando você mesmo é o cobrador e pratica juros abusivos

Sobre autocobrança excessiva, a culpa que não encontra encerramento e o rigor que se aplica só a si mesmo.

“Há pessoas que já não precisam ser cobradas por ninguém. Elas aprenderam a fazer esse trabalho sozinhas.”

O Banco Central estabelece limites para os juros cobrados nas operações financeiras. Existe uma razão para isso: uma dívida não pode crescer indefinidamente a ponto de se tornar impossível de pagar. Empréstimos, cartão de crédito, cheque especial: cada modalidade possui um teto. Quando esse limite é ultrapassado, a cobrança deixa de ser apenas alta. Ela passa a ser considerada abusiva.

Agora imagine se essa mesma lógica pudesse ser aplicada à vida. Quem regula as cobranças que você faz a si mesmo?

Existe algum órgão responsável por dizer que a culpa já foi suficiente, que o erro já foi compreendido, que a dívida já foi paga?

Erram uma vez, pagam por esse erro durante meses, às vezes durante anos, o acontecimento passa, mas a cobrança permanece produzindo novos encargos. O erro já terminou, mas a lembrança continua sendo atualizada todos os dias, como uma dívida emocional que nunca deixa de render.

O curioso é que geralmente este cobrador incansável costuma ser extremamente rígido consigo mas muito compreensivo com quem ama. Compreende um amigo que falha, o filho que erra, pondera “ele ainda está aprendendo”. Não que seja errado ser compreensivo com o erro do outro, mas porque essa compreensão só existe com o outro?

Dívida x Culpa

Há de se estabelecer aqui uma diferença importante. Até agora falamos usando a metáfora da dívida, mas estamos falando mesmo é da culpa.

Talvez a maior diferença entre uma dívida e uma culpa seja o tempo. Uma dívida possui uma característica que nos traz algum alívio: ela pode terminar. Existe uma última parcela, um encerramento, um momento em que aquilo deixa de ser cobrado.

Algumas culpas, porém, parecem não reconhecer esse encerramento. As dívidas foram feitas para terminar, tem início e tem fim. Já algumas culpas parecem acreditar que nasceram para durar para sempre. É como se cada lembrança atualizasse novamente o valor da cobrança.

Quem lucra com os juros destas cobranças?

Não estamos falando de bancos.

2 min de leitura

Dornem toda dor nasce de um machucado

Sobre dores sem causa aparente, exames normais e sintomas físicos com origem emocional.

“Há dores que pedem um remédio. Outras pedem uma escuta.”

Dor costuma ser uma palavra que associamos imediatamente ao corpo. Um chute acidental na quina de mesa, um corte, uma inflamação, um beliscão.

Aprendemos desde cedo que a dor aparece quando alguma parte do organismo foi machucada, ferida, violada. Faz sentido, afinal a dor é um mecanismo de proteção e, muitas vezes, é justamente ela que nos avisa de que algo precisa de cuidado.

Mas nem toda dor segue essa lógica.

Quem nunca sentiu um “nó na garganta” ao receber uma notícia difícil? Ou um aperto no peito durante um período de muita preocupação? Quem nunca perdeu o apetite depois de uma perda importante ou percebeu que uma fase de intenso estresse veio acompanhada de dores de cabeça, gastrite ou tensão muscular?

Quem nunca teve dermatite após períodos de incerteza? Quem nunca percebeu manchas roxas no corpo após conversas ou discussões mesmo sem ter tido nenhum ataque físico?

Se essas experiências são tão comuns, talvez valha a pena fazer uma pergunta:

Será que toda dor nasce, de fato, em um machucado?

O corpo não é separado da nossa história

Durante muito tempo fomos ensinados a pensar corpo e mente como se fossem duas coisas independentes, como se existisse um problema físico de um lado e um problema emocional do outro.

Na prática, essa separação quase nunca acontece. Quando estamos apaixonados, o corpo participa. Quando sentimos medo, o corpo participa. Quando vivemos um luto, o corpo participa. Quando estamos ansiosos, ele também participa. O corpo não é apenas o lugar onde moramos, somos nós.

Sempre me perguntei porque falamos do corpo em terceira pessoa como se fosse algo acoplado em nós mesmos... dizemos “meu corpo está cansado”, “meu corpo não aguenta mais”, “meu corpo reagiu”. Mas quem é esse “meu corpo”? Se ele sente aquilo que eu sinto, talvez essa separação seja muito menor do que imaginamos.

Há situações em que os exames clínicos mostram que tudo corre bem, mesmo quando a realidade se mostra diferente no corpo, esta seja, talvez uma das situações mais angustiantes...

Afinal, nesta situação, nem a medicina conseguiu nos explicar o que ocorre conosco.

A pessoa sente dor, procura um médico que por sua vez solicita exames e a pessoa volta para casa ouvindo: “Está tudo normal.”, mas a dor continua.

Nesse momento surge uma sensação difícil de explicar. “Se os exames estão normais, por que continuo sofrendo?”

O sofrimento não é imaginário. Ele acontece. No corpo.

Talvez a pergunta não seja apenas “onde dói?”, mas também “o que essa dor encontrou dificuldade para dizer?”

O corpo fala?

Essa é uma expressão muito conhecida. E a resposta é não. O corpo não fala, pois falar exige verbo, palavra. O corpo mostra através da linguagem que tem, faz sintoma.

Nos deparamos aí com duas linguagens diferentes, a nossa linguagem, que utiliza palavras e verbos, e a linguagem do corpo, do inconsciente.

É exatamente aí — entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos dizer — que ocorre o processo de análise (terapia). Diante do sintoma, o sujeito precisa encontrar os verbos, as palavras, que contem a história daquele sintoma.

Nem sempre conseguimos reconhecer o que sentimos, muitas vezes ignoramos os limites, os sinais e seguimos trabalhando apesar do esgotamento. Engolimos situações que nos machucam, adiamos conversas difíceis, tentamos ser fortes o tempo inteiro.

O corpo, porém, não acompanha nossas justificativas, ele reage.

Pode ser através da insônia, da tensão muscular, das crises de ansiedade, da gastrite, da enxaqueca ou de tantos outros sintomas que parecem surgir “sem explicação”.

Talvez o sintoma seja menos um inimigo e mais um convite para compreender aquilo que ainda não encontrou palavras.

Isso significa que toda doença é emocional?

Não.

Seria um erro concluir, a partir daqui, que toda doença tem origem emocional. Há dores que pertencem ao campo da medicina, e precisam ser investigadas como tal. Porém algumas experiências emocionais também deixam marcas no corpo e ignorar essa possibilidade pode significar perder uma parte importante da história.

A saúde é complexa, corpo e mente influenciam um ao outro o tempo todo, por isso investigar ambos é sempre a melhor escolha.

E se a dor estiver tentando contar uma história?

Vivemos em uma época que nos ensina a silenciar, medicar, qualquer desconforto rapidamente. Tomamos um comprimido para a dor, outro para dormir, mais um para continuar produzindo, café para espantar o sono, açúcar para compensar o dia e talvez uma cervejinha para relaxar? Será que essa vida está fazendo sentido?

Escutar o corpo não significa desconfiar da medicina, significa reconhecer que nossa história também deixa marcas e algumas delas antes de encontrarem palavras, encontram o corpo.

4 min de leitura

Pausapor que descansar parece culpa?

Sobre a culpa de descansar, a mente que não desliga e o cansaço que só aparece quando a correria para.

“Há pessoas que conseguem ficar horas trabalhando sem se sentir culpadas. Outras não conseguem descansar por quinze minutos sem a sensação de que deveriam estar fazendo alguma coisa ‘mais produtiva’.”

É curioso. No auge da automação dos processos, robotização da vida, otimização do tempo e do espaço, tudo parece caminhar para que nós tenhamos mais tempo livre, afinal é essa a promessa. Uma busca que nos exigia horas hoje pode ser feita em minutos, aplicativos agendam nossas tarefas e executam atividades em segundos, mas mesmo assim estamos cada vez mais ocupados.

Toda essa economia de tempo parece ter sido ocupada por novas obrigações. Quanto mais rápido resolvemos tarefas, mais nos ocupamos de novas tarefas, sem tempo para pausa.

Mas quando descansar deixou de ser um direito e passou a exigir justificativa?

Você precisa mesmo “merecer” uma pausa?

Na lógica do perde x ganha, a economia da vida virou palco e descansar parece perda. Mas o que se perde?

Há aqui um ponto importante. Por definição, só se perde aquilo que se tem. O que você realmente está perdendo com esta autorização ao descanso?

  • Uma promoção?
  • Um reconhecimento?
  • A criação de um novo projeto?
  • Melhor posicionamento no mercado?
  • Alcançar um novo objetivo?
  • Aquela corrida performática às 23h?

Reparou que geralmente as coisas que apontamos como perdas são coisas que não temos? Reparou que geralmente são coisas que almejamos, esperamos conseguir conquistar, temos a expectativa de alcançar, mas não as temos? Como se perde algo que não se tem?

Agora deixa eu fazer uma outra lista de coisas que realmente perdemos com essa ausência de descanso:

  • sono
  • relaxamento
  • concentração
  • criatividade
  • capacidade resolutiva
  • memória
  • rendimento físico
  • defesas biológicas do corpo

Mas há de se considerar uma outra distinção, pois as vezes até paramos o corpo para descansar, mas a mente parece não acompanhar o comando. Você se senta para assistir a um filme e lembra dos e-mails; Deita para dormir e começa a organizar mentalmente o dia seguinte; sai de férias e continua respondendo mensagens... O corpo parou, mas a mente continua correndo.

Algumas pessoas só percebem o quanto estão cansadas quando finalmente param. Enquanto trabalham, seguem funcionando. Quando chegam o fim de semana, as férias ou um feriado, surge um incômodo difícil de explicar, a ansiedade.

Como se o silêncio revelasse uma inquietação que a correria conseguia esconder. Talvez a pausa não produza esse sofrimento, apenas torno visível algo que o excesso esconde. Mas que algo é esse? O que estamos tentando não encontrar?

Pergunta difícil, mas muito importante de se fazer, pois nem toda correria nasce da quantidade de compromissos, às vezes ela nasce da dificuldade de permanecer consigo mesmo. A pausa também é um encontro.

A análise (terapia) não ensina a descansar, mas certamente pode ajudar na tarefa de se ouvir, de observar o que aparece quando o silencio chega. Qual a culpa que nutre essa correria da rotina, o que se tenta esconder.

A pausa é uma ferramenta, e você precisa fazer uso dela. Usar a pausa e ter intenção de se observar, se escutar, se cuidar e acompanhar os movimentos que te direcionam na vida. Porque estou seguindo este caminho? Porque digo que quero isso e faço aquilo? Porque tenho trabalhado nisso se gosto daquilo? O que me faz continuar nesta situação se não gosto de estar aqui?

Pegue a pausa, use, é pra-usar.

3 min de leitura
Dúvidas frequentes

Perguntas que costumam chegar ao consultório

Respostas breves a partir dos temas destes quatro textos. Nenhuma delas substitui uma escuta individual — servem para orientar quem está tentando entender o que sente.

Pode. Exames dentro da normalidade não invalidam o sofrimento — a dor acontece, e acontece no corpo. Como o texto Dor descreve, algumas experiências emocionais deixam marcas físicas antes de encontrarem palavras. Isso não substitui a investigação médica: corpo e mente influenciam um ao outro o tempo todo, e investigar os dois campos costuma ser o caminho mais seguro.

É o modo como a psicanálise descreve aquilo que ainda não encontrou linguagem. O corpo não fala, porque falar exige palavra e verbo — ele mostra pelo meio que tem. Insônia, tensão muscular, gastrite ou enxaqueca podem surgir “sem explicação” e funcionar como sinal de algo que não foi dito. O trabalho de análise se dá exatamente entre aquilo que se sente e aquilo que se consegue dizer.

É comum que a pausa não produza o incômodo, apenas torne visível aquilo que o excesso escondia. Muitas pessoas só percebem o quanto estão cansadas quando finalmente param, e é no fim de semana ou nas férias que aparece uma inquietação difícil de nomear. Nem toda correria nasce da quantidade de compromissos — às vezes nasce da dificuldade de permanecer consigo mesmo.

É um dos motivos mais frequentes. Chama atenção quando a pessoa é compreensiva com o erro de quem ama e implacável com o próprio. Diferente de uma dívida, que tem última parcela, algumas culpas não reconhecem encerramento: o erro já terminou, mas a cobrança segue sendo atualizada todos os dias. Esse é um material que pode ser trabalhado em análise.

Costuma ter. A ansiedade faz uma promessa sedutora: “só decida quando tiver certeza”. Quanto maior a incerteza, maior parece ser a necessidade de prever — e quanto mais se tenta controlar o futuro, mais ele escapa. A DM Psicologia e Saúde acompanha esse tipo de questão no atendimento para ansiedade em Fortaleza.

A clínica atende adolescentes e adultos presencialmente na Av. Santos Dumont, 3131, sala 413, Aldeota, em Fortaleza, e também por atendimento online para outras cidades. O primeiro contato pode ser feito pelo WhatsApp, e a partir dele se combina o horário da primeira sessão.

Da leitura para a escuta

Quando uma dessas perguntas deixa de caber em um texto

Ler pode nomear alguma coisa. A escuta clínica é o passo seguinte: é onde uma pergunta encontra tempo, continuidade e alguém que a sustente junto com você. A DM Psicologia e Saúde atende adolescentes e adultos em Fortaleza, presencialmente na Aldeota, e online para qualquer lugar do Brasil.

Agendar uma primeira conversa (85) 99189-3132

Débora Macedo Cabral — CRP 11/15899 · Wenderson Silveira dos Santos — CRP 11/14792